Sousândrade ri no inferno

“– São as Antilhas os jardins dos mares, / Onde houve berço a geração moderna!” Com esses versos, provavelmente escritos em Nova York em 1870 e pouco, menos de uma década e meia depois de Baudelaire ter publicado As flores do mal, Joaquim de Sousa Andrade apresentava sua visão sobre a democracia norte-americana. Os versos acima são do Canto Nono de O Guesa, “epopeia da América Latina” – como diz a orelha do mais significativo comentário da obra de Sousândrade até hoje publicado, escrito pelos irmãos Campos. A falta de precisão nas datas é consequência da constante reescrita e do próprio enigma que a linguagem de Sousândrade emprega ao leitor que se aventura a decifrá-la. Continuar lendo “Sousândrade ri no inferno”

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