Treva alvorada de Mariana Ianelli

Mariana Ianelli, neta de um mestre das artes plásticas, é bastante jovem. Apesar disso, possui um currículo tentador para o mercado editorial. Publicou seu primeiro livro aos 20 anos e outros cinco volumes em um intervalo de praticamente dez anos, todos pela Iluminuras (com tratamento gráfico impecável).

Ela também é mestre em Letras pela PUC-SP, ela colabora com resenhas para a grande imprensa, foi duas vezes finalista do Jabuti, outra do Bravo! Prime de Cultura e ainda recebeu, em 2008, o valioso Prêmio Fundação Bunge (antigo Moinho Santista) de literatura na categoria Juventude.

Com essa constelação de obras, prêmios e colaborações, a recente publicação de mais um livro de poemas, Treva alvorada (Iluminuras, 2010), de Mariana Ianelli, é digna de atenção. Continuar lendo “Treva alvorada de Mariana Ianelli”

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pity this busy monster, manunkind (e. e. cummings)

pena dessa besta ocupada, desumanos?

nunca! Progresso é uma doença confortável:
sua vítima (morte e vida salvas, longe)

vive a grandeza de sua pequeneza
— elétrons deificam de uma navalha
uma cordilheira; lentes estendem
inquerer por emquando até inquerer
voltar a seu não-si.
Um mundo feito
não é um mundo nascido — pobre carne
e frutas, pobres estrelas e pedras, mas nunca
pena dessa fina ultraonipotência

hipermágica. Nós, médicos, temos

um caso perdido se — viu, tem um
puta universo bom ao lado; vamos

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