Make it me

verso reverso controverso de Augusto de Campos já na grafia de seu título nos propõe um desafio à transposição para a sintaxe vulgar. Os estudos ali contidos foram originalmente publicados entre 1964 e 1967 e reunidos em livro mais de 10 anos depois, em 1978, pela coleção Signos (dirigida por Haroldo de Campos) da Editora Perspectiva. Continuar lendo “Make it me”

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pity this busy monster, manunkind (e. e. cummings)

pena dessa besta ocupada, desumanos?

nunca! Progresso é uma doença confortável:
sua vítima (morte e vida salvas, longe)

vive a grandeza de sua pequeneza
— elétrons deificam de uma navalha
uma cordilheira; lentes estendem
inquerer por emquando até inquerer
voltar a seu não-si.
Um mundo feito
não é um mundo nascido — pobre carne
e frutas, pobres estrelas e pedras, mas nunca
pena dessa fina ultraonipotência

hipermágica. Nós, médicos, temos

um caso perdido se — viu, tem um
puta universo bom ao lado; vamos

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