Ademir Demarchi na Sibila

Leia a entrevista com Ademir Demarchi para a seção Lugares Contemporâneos da Poesia, da revista Sibila.

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an american pray

O poema ‘an american pray’, de Fabio Riggi, foi publicado na página ‘Poesia, vim buscar-te’.

Poesia, vim buscar-te

pelas quedas não mencionadas
pelas violações
pelos vícios
pelas américas devastadas
milhões de vítimas vermelhas
tribos inteiras famílias filhas
com autoritarismo
palavras palavras
palavras inteiras
pelos que sobreviveram
os que nasceram
fronteiras derrubadas
igrejas reformadas
pelos inomináveis como todos os adjetivos
malditos
possuídos
milhões
perdidos
por todos os amores caídos
pelos inconcebíveis
os marginalizados
abandonados
abusados
esquecidos
catedrais sejam altas
como as vítimas
como os milhões
as palavras
redoma fascista

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▪ Fabio Riggi
(Brasil – SP, n. 1982)
Poema inédito publicado com autorização prévia da autor.

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Má-fé na tradução

Má-fé, no sentido sartriano de enganar não apenas os outros, mas também de enganar-se, é o conceito usado por Cyril Aslanov para discorrer sobre A tradução como manipulação (Ed. Perspectiva e Casa Guilherme de Almeida, 2015). Em seu livro, o professor israelense expõe e comenta casos de falsificações, negligências, censuras, motivações políticas, boicotes, deficiências do Google Tradutor, bajulações, apropriações e também casos em que a má-fé percorre outras camadas do texto, por vezes chegando ao seu estatuto ontológico. Continuar lendo “Má-fé na tradução”

Guia de sobrevivência aos Rolling Stones

Under their thumb: Como um bom garoto se misturou com os Rolling Stones e sobreviveu para contar (Nova Fronteira, 2011), escrito por Bill German, possui uma diferença em relação a muitos dos infinitos livros e biografias sobre os Stones. Ele não conta a história da banda ou de seus integrantes, conta a história de um fã, que por sinal é o próprio autor.

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Uma viagem ao deserto interior

Viagem a um deserto interior, de Leila Guenther, com ilustrações de Paulo Sayeg e orelha de Alcides Villaça, publicado em 2015 pela Ateliê Editorial com capa branca, imagem negra e tipos vermelhos no título, anuncia desde então seu contato com a disciplina e a assertividade discreta do Oriente, bem como com a falência de um Ocidente em que a cultura do excesso se revela desértica em nosso íntimo. Continuar lendo “Uma viagem ao deserto interior”