felicidade

descobrir o que te faz feliz
para tornar a vida difícil
alegrar-se ao sol
para fumar na chuva
colocar o inverno
antes das mãos
lavar a carne
para dar ao cão
ao rés do chão
levar as pétalas
sujar os pés
deitar-lhes sais
de banho em trajes
vais vestido
para o carnaval
sudário
para os dias de branco
para o preconceito
um casaco caro

(Publicado na revista Nefelibata #1 em dezembro de 2014)

pity this busy monster, manunkind (e. e. cummings)

pena dessa besta ocupada, desumanos?

nunca! Progresso é uma doença confortável:
sua vítima (morte e vida salvas, longe)

vive a grandeza de sua pequeneza
— elétrons deificam de uma navalha
uma cordilheira; lentes estendem
inquerer por emquando até inquerer
voltar a seu não-si.
Um mundo feito
não é um mundo nascido — pobre carne
e frutas, pobres estrelas e pedras, mas nunca
pena dessa fina ultraonipotência

hipermágica. Nós, médicos, temos

um caso perdido se — viu, tem um
puta universo bom ao lado; vamos

Continuar lendo “pity this busy monster, manunkind (e. e. cummings)”